
Meu falecido pai era um marceneiro, ele sofreu um grave acidente, onde teve seu rosto e cabeça desfigurados.
Quando fui visitá-lo pela primeira vez após a cirurgia de reconstrução, não o reconheci devido aos cirurgiões que raspavam os pêlos faciais e bombeavam o corpo cheio de líquido salino. Quando eu entrei no quarto com o médico, eu até disse “este não é meu pai”, o médico me garantiu que era.
Fui até o homem na cama, peguei sua mão e olhei para as mãos calejadas de um marceneiro que me levantou. Não havia dúvida de que aquele homem era meu pai. As mãos são como rostos, contam a história da vida dessas pessoas.