
O ataque a uma agência da Caixa Econômica Federal na madrugada desta segunda-feira (20) em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, foi tão violento que até policiais que estavam em uma delegacia a cerca de 150 metros do local precisaram pedir ajuda. Segundo a Polícia Militar, a quadrilha utilizou armas de uso restrito das Forças Armadas. Cerca de 15 a 20 criminosos agiram, fazendo reféns em uma rotatória próxima ao local e detonando explosivos na agência.
O ataque começou por volta de 1h30, quando a quadrilha chegou ao local em pelo menos cinco veículos. Logo depois, um ônibus que fazia a linha Campinas – Barbacena foi parado e os passageiros foram obrigados a descer. Cerca de 20 pessoas foram feitas reféns e ficaram sob a mira dos criminosos em uma rotatória a 100 metros da Caixa.
Segundo a polícia, o grupo mirava o cofre da agência, que é uma das maiores da região. Durante a ação, a quadrilha utilizou explosivos e realizou disparos para o alto e contra a agência, deixando vidros destruídos. Em vídeos feitos por moradores da região é possível ver que os criminosos utilizavam fuzis 762, que são de uso restrito. Um fuzil .050, que é utilizado em guerras, também teria sido usado pelo bando.
A ação aconteceu a cerca de 150 metros de uma delegacia da Polícia Civil. Acuados, os policiais pediram reforços durante a madrugada.
“Os tiros estão muito intensos na porta da delegacia aqui. A gente está aqui precisando de um reforço aqui, a gente está com pouco policiamento aqui”, disse um policial.
Imagens postadas nas redes sociais mostram também as pessoas sentadas na rotatória, enquanto homens armados vestindo roupas pretas circulam pela rua. Durante a ação, os homens reféns foram obrigados a tirar as camisas e uma viatura do Corpo de Bombeiros chegou a ser parada, mas a quadrilha verificou que era um paciente precisando de atendimento e liberou a passagem.
Agência interditada
Segundo a polícia, uma sacola foi deixada no interior da agência da Caixa, ainda em Pouso Alegre. Uma equipe do Batalhão de Operações Especiais foi acionada para averiguar o risco de uma nova explosão e desarmar, se necessário, um explosivo.
Em contato com o G1, a Caixa afirmou que está contribuindo com as investigações e que não há previsão para a retomada das atividades na agência. A Caixa diz ainda que os clientes podem ser atendidos em casas lotéricas e correspondentes de Pouso Alegre.