
O assalto a banco com reféns que assustou moradores de Pouso Alegre (MG) na madrugada da última segunda-feira (20) acendeu um alerta sobre o funcionamento das câmeras de monitoramento no Centro da cidade. Segundo um levantamento da EPTV, afiliada da Rede Globo, das 16 câmeras instaladas, apenas duas estão em operação; 14 pararam ao longo dos anos.
Uma das câmeras que não está funcionado fica na rotatória da Avenida Perimetral, onde cerca de 20 pessoas foram feitas reféns durante a explosão da agência da Caixa Econômica Federal. As câmeras que flagraram toda a ação dos criminosos ficam em um posto de combustíveis.
As imagens, divulgadas na última terça-feira (21), mostram detalhes do grupo, que estava encapuzado e fortemente armado, inclusive com armas de uso restrito. Os criminosos fizeram reféns, explodiram a agência, dispararam vários tiros e fugiram.
O sistema de câmeras
As câmeras que deveriam fazer o monitoramento de algumas ruas fazem parte do Programa Olho Vivo, implantado em 2015 em parceria da Prefeitura de Pouso Alegre com a Polícia Militar. Na época, foram instaladas as 16 câmeras. Ao longo do tempo, as 14 foram parando de funcionar.
“Sem dúvida nenhuma, há um impacto nas atividades de prevenção, nas atividades de policiamento estensivo. Um impacto negativo pras atividadade que nós desenvolvemos aqui na polícia”, explicou o capitão da PM, Maximiliano Soares.
Uma comerciante que foi assaltada no mês de abril conta que uma das câmeras inoperantes fica em frente ao estabelecimento dela. Depois que parou de funcionar, a própria comerciante instalou um circuito interno, que registrou a ação. As imagens ajudaram a localizar o criminoso.
“O cara que já está com a intenção de assaltar, ele já fica andando. Que vem o rapaz que entrou aqui, passou aqui duas vezes. Então já é atitude suspeita. Talvez, se tivesse funcinando, teria intimidado mais, talvez teria evitado”,
comenta Fabiana Motta.