
A audiência de instrução de julgamento do prefeito de Pouso Alegre (MG), Rafael Tadeu Simões (PSDB), que seria realizada nesta terça-feira (27) foi adiada. O Simões é réu no processo que investiga possíveis desvios de medicamentos e materiais hospitalares do Hospital das Clínicas Samuel Libânio, da Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí (Fuvs).
Segundo o procurador da República Lucas de Morais Gualtiere, responsável pelo caso, o prefeito entrou com um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e até que se tenha uma resposta, a audiência foi adiada. Não há previsão para uma nova data.
Segundo o procurador, a defesa quer que o caso seja julgado pela Justiça Estadual e não pelo Ministério Público Federal. O prefeito nega que tenham havido irregularidades.
Entenda o caso
Além de Simões, Silvia Regina Pereira da Silva, que na época era diretora executiva da Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí (Fuvs) e é a atual secretária de Saúde de Pouso Alegre, e Renata Lúcia Guimarães Risso, que era coordenadora da Fuvs quando as compras foram feitas, são rés no processo.
O prefeito de Pouso Alegre foi denunciado pelo crime de peculato, caracterizado pela subtração ou desvio de dinheiros ou bens públicos, e por inserção de dados falsos em sistemas de informação. As penas previstas estão entre dois e doze anos de prisão.
O Ministério Público Federal ainda apresentou à 1ª Vara Cível da Justiça Federal uma ação civil por ato de improbidade administrativa sobre os mesmos fatos. A ação pede o bloqueio de bens de Rafael Simões e Silvia Regina. O caso está em análise.
Eles negam que tenham havido irregularidades.